Terceira edição de Armênia: política, história e sociedade

Em 2023, em uma iniciativa inédita, a UGAB Brasil organizou um curso para dar a cinco jornalistas brasileiros de alto nível e de renome um panorama abrangente do país e de sua pluralidade. E foi assim que surgiu a primeira edição do curso “Armênia: política, história e sociedade”, no qual os jornalistas Filipe Figueiredo, do Xadrez Verbal, Fernanda Simas, então no O Estado de S. Paulo, Luciane Scarazzati, então no UOL, Betina Anton, da TV Globo, e Fernando Andrade, da CBN, puderam ir a Armênia pela primeira vez entre os dias 16 e 28 de abril de 2023 e conhecer a realidade do país, a situação de Artsakh e do Corredor de Lachin, conhecer mais sobre a história armênia e se aprofundar em diversos outros temas. Mesmo sendo uma primeira edição, muito foi publicado na mídia brasileira, mostrando aos leitores muito mais sobre a Armênia e o que país tem a oferecer. Mais do que isso, os jornalistas se tornaram grandes vozes sobre a Armênia e a questão de Artsakh, já que, quando foram, ainda acontecia o desumano bloqueio do Corredor de Lachin. E com o sucesso do curso de 2023, em 2024 uma nova edição do curso foi realizada, entre os dias 15 e 29 de abril, com diferentes veículos e jornalistas, que mesclou mídia impressa televisiva. Durante duas semanas, Elisângela Carreira e o cinegrafista Danlucio Reis, da Jovem Pan News, Fábio Menegatti e o cinegrafista Pedro Lopes, da TV Record, Filipe Figueiredo, do Xadrez Verbal – esse, mais uma vez no curso –, Ivan Finotti, da Folha de S.Paulo, e Rodrigo Craveiro, do Correio Braziliense, estiveram na Armênia com os mesmos objetivos da primeira edição, mas com um diferencial: agora, eles entendiam a situação e retratavam as consequências da expulsão dos armênios e o fim da República de Artsakh. Também um sucesso, já que o curso rendeu dezenas reportagens e três documentários, a UGAB Brasil teve a honra de realizar em 2025, durante dez dias,  a terceira edição do curso “Armênia: política, história e sociedade”, com a participação dos jornalistas Edgar Maciel, da Band, Filipe Barini, do O Globo, e de Junio Silva, do Metrópoles.   Os jornalistas Edgar Maciel, Filipe Barini e Junio Silva na entrada da sede da UGAB Armênia Oficialmente, o curso começou no dia 16 de abril, com a visita dos jornalistas à sede da UGAB Armênia, onde se encontraram com o presidente Vasken Yacoubian e a diretora executiva Marina Mkhitaryan – Ambos apresentaram o trabalho desenvolvido pela filial armênia da UGAB, com destaque para as ações voltadas aos deslocados forçados de Artsakh, além de outras frentes de atuação da organização. Também, já que os jornalistas estavam em Yerevan, puderam participar da solenidade em comemoração aos 119 anos da fundação da UGAB. pelos 119 anos da fundação da UGAB. Na sequência, os jornalistas assistiram a uma aula sobre a história da Armênia ministrada pelo Professor Dr. Suren Manukyan e participaram de um encontro com integrantes do APRI (Applied Policy Research Institute), instituto que se dedica ao estudo da realidade armênia sob diversos aspectos geopolíticos contemporâneos. Com isso, puderam aprofundar a compreensão das questões existenciais que envolvem o país atualmente, a partir da expertise acadêmica dos profissionais do APRI. Encerrando o primeiro dia, os participantes tiveram um encontro marcante voltado à situação de Artsakh, com Artak Beglaryan e Gegham Stepanyan — ambos ex-Ombudsmans (defensores dos direitos humanos) de Artsakh e atuantes na defesa dos direitos dos mais de 120 mil armênios expulsos de suas terras (genocídio para o direito internacional). Jornalistas participantes em conversa com Vasken Yacoubian e Marina Mkhitaryan   E para completar o primeiro dia, eles tiveram um impactante encontro  – com foco em Artsakh – com Artak Beglaryan e Gegham Stepanyan ambos tiveram o cargo de Ombudsman de Artsakh e são defensores dos mais de 120 mil armênios que foram expulsos de sua terra. Dessa forma, o primeiro dia situou os jornalistas sobre as questões passadas, atuais e futuras da Armênia e dos armênios em todo o mundo. Artak Beglaryan e Gegham Stepanyan em conversa na sede da UGAB Brasil No segundo dia, também em Yerevan, os jornalistas visitaram o Tsitsernakaberd, o Memorial e Museu do Genocídio Armênio, onde puderam entender mais a fundo sobre o genocídio que vitimou 1,5 milhão de armênios a partir de 1915. Mais do que isso, puderam se encontrar com Edita Gzoyan, diretora da instituição, que falou sobre a luta pelo reconhecimento internacional do genocídio, especialmente em relação à Turquia, país responsável pela matança. Encerrando o dia, o grupo participou de um encontro com Gevorg Mantashyan, Primeiro Vice-Ministro da Indústria de Alta Tecnologia da República da Armênia. Na ocasião, os jornalistas conheceram melhor o cenário tecnológico armênio, um dos que mais se destacam no mundo! Jornalistas no Tsitsernakaberd Já no terceiro dia do curso, eles visitaram Gyumri, a segunda maior cidade da Armênia (e pela primeira presente no programa do curso “Armênia: política, história e sociedade). Lá, acompanharam a inauguração do FabLab, projeto realizado com apoio da UGAB Armênia, que realizou a reforma d ediversos laboratórios do Instituto de Belas Artes de Gyumri – o evento contou com a presença de autoridades como Vasken Yacoubian, presidente da UGAB Armênia, e Gevorg Mantashyan, Primeiro Vice-Ministro da Indústria de Alta Tecnologia da República da Armênia. Aproveitando a presença na cidade, a delegação pôde explorar mais a beleza de Gyumri, visitando, por exemplo, museus e um dos pontos turísticos mais famosos dali, a Fortaleza Negra. Jornalistas e convidados na Fortaleza Negra, símbolo de Gyumri No quarto dia, foi a vez da delegação entender um pouco mais sobre os avanços tecnológicos que a Armênia já realizava nas décadas passadas. Assim, visitaram Observatório de Byurakan, que foi fundado em 1946 pelo gênio Viktor Ambartsumian. No local, foram recebidos pelo astrofísico Kamo Gigoyan, que trabalha há 40 anos no local e que pôde mostrar aos jornalistas o trabalho que a Armênia e seus cientistas realizam nessa área. Dessa forma, puderam entender, como a partir de um projeto realizado no passado, o país