Como sabemos, a Armênia tem uma história milenar e importante em todos os aspectos possíveis. Por isso, no último dia 26 de junho, foi realizado o evento “Conscientização Cultural da Armênia”, na Prefeitura Municipal de São Paulo, em uma parceria da UGAB Brasil e Consulado Honorário da Armênia em São Paulo, com realização e idealização da Secretaria Municipal de Relações Internacionais (SMRI) de São Paulo.
O evento foi para um público de 200 pessoas, que incluía 120 professores da rede municipal de educação.

O Evento
Antes da abertura oficial, foi oferecido um coffe break para todos os presentes. Em seguida, todos foram chamados ao auditório da Prefeitura Municipal de São Paulo, para que tivesse início essa tarde memorável para a Armênia no Brasil. Além dos 200 presentes, houve uma mesa composta pelas seguintes autoridades:
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Avedis Markossian, presidente da UGAB Brasil;
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Vereador Paulo Frange;
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Fernando Ferreira, secretário municipal em exercício da SMRI;
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Sra. Hilda Diruhy Burmaian, Cônsul Honorária da Armênia em São Paulo;
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Maria Silvia Bacila, secretária executiva da Educação de São Paulo.
Autoridades presentes na mesa no evento “Conscientização Cultural da Armênia” e o mestre de cerimônias, o professor Emerson Mota Santana
Programação
O evento também apresentou uma programação diversificada sobre a Armênia, abordando temas que iam da história à tecnologia, especialmente voltada aos 120 educadores da rede municipal e aos secretários presentes.
Porém, antes do início oficial, as autoridades presentes puderam discursar para o público sobre a importância do evento, da parceria e da cultura armênia para a cidade de São Paulo.
Após os discursos, houve a exibição de um vídeo institucional da Secretaria Municipal de Relações Internacionais de São Paulo e, logo em seguida, a programação cultural e histórica se iniciou, com a apresentação do Grupo de Danças Típicas Armênias “Kilikia”.
Apresentações
O Grupo Kilikia é um grupo de dança armênia que promove e preserva a cultura armênia por meio de apresentações. O grupo realiza seus ensaios de forma contínua, com o objetivo de ensinar e promover a dança armênia, como a “Kochari”, que é uma dança circular. Além disso, a Kilikia faz parte de um movimento maior para manter vivas as tradições armênias.
Durante o evento, o grupo se apresentou com cinco dançarinos, que encantaram o público pela precisão e harmonia de seus movimentos.
Apresentação do Grupo Kilikia
Em seguida, foi a vez da palestra “História e Armênia Moderna”. Nela, o historiador, professor, colunista e criador do podcast Xadrez Verbal Filipe Figueiredo mesclou o passado e o presente da Armênia, passando desde a antiguidade (com referências ao Monte Ararat e aos reis da Armênia) até os tempos atuais, abordando o desenvolvimento político, econômico e social do país. Sua fala incluiu experiências pessoais vividas na Armênia, o que tornou o conteúdo ainda mais autêntico, já que Filipe participou duas vezes do curso “Armênia: política, história e sociedade”
Filipe Figueiredo falando sobre suas experiências na Armênia
Quem também colocou suas experiências pessoais ao falar sobre seu tema de estudo foi Nathália Hovsepian, que fez a palestra “Genocídio Armênio e a Diáspora no Brasil. Nela, Nathália comentou sobre os impactos do Genocídio Armênio, como a educação é fundamental no estudo da temática e, claro, como isso impactou os armênios e o surgimento de uma diáspora no Brasil.
Uma grande estudiosa do assunto, ela mesclou dados históricos, testemunhos e conexões com sua própria história familiar, ressaltando a importância da memória coletiva e da educação inclusiva.
Nathália Hovsepian em sua apresentação sobre o Genocídio Armênio e a diáspora no Brasil
Ainda continuando no tema Genocídio Armênio, foi a vez da artista armênia-brasileira Juliana Marachlian Nersessian falar de suas experiências no mundo artístico. Responsável pela identidade visual do evento – inspirada em uma famosa obra deArshile Gorky –, Juliana apresentou sua carreira e destacou como a cultura armênia e o genocídio influenciaram suas obras.
Juliana Marachlian Nersessian compartilhando suas experiências com o público
Com quatro telas retratando mulheres armênias presentes no eevento, Juliana falou sobre o processio criativo para realizar as obras e a mensagem de resistência e memória presente em sua arte.
A artista Juliana Marachlian Nersessian ao lado de uma de suas obras, que retrata uma mulher armênia
Mas sabemos, claro, que a Armênia tem um setor educacional, tecnológico e turístico incríveis e diferenciados. Assim, subiu ao palco o produtor da UGAB Brasil, Antonio Carlos Sandoval, para a apresentação “Armênia: Educação, Tecnologia e Turismo”. Nela, Antonio apresentou dados sobre educação, tecnologia e turismo na Armênia, mostrando como o país tem investido nessas áreas e conquistado reconhecimento global. A apresentação também enfatizou o impacto da diáspora no campo acadêmico e tecnológico, bem como o papel da UGAB no apoio a projetos inovadores e de como a Armênia, apesar de um pequeno país, impacta globalmente o mundo.
Antonio Carlos Sandoval falando sobre educação, tecnologia e turismo na Armênia
Por fim, para o encerramento, o ator, dramaturgo e autor armênio Arthur Haroyan declamou – em armênio! – um dos poemas mais importantes da história armênia e um dos mais lindos: “De Minha Doce Armênia”, de Yeghishe Charents.
Arthur Haroyan declamando o belo poema “De Minha Doce Armênia”, de Yeghishe Charents.
Perspectivas
O evento demonstrou a importância da Armênia no cenário global e fortaleceu o vínculo entre as instituições públicas de São Paulo e a diáspora armênia, mostrando o caminho para futuras ações culturais, educativas e diplomáticas.
A UGAB Brasil agradece a Prefeitura de São Paulo, em especial à SMRI; ao vereador Paulo Frange; ao Secretário Municipal em Exercício do SMRI, Fernando Ferreira; à Sra. Cônsul Honorária da Armênia, Sra. Hilda Diruhy Burmaian; ao Professor Emerson Mota Santana (@professoremersonmotasantana); e, claro, aos professores e demais participantes.
