Mostra Armênios no Cinema

Em Armênios no Cinema, o público pôde conferir o talento de sete cineastas armênios de diversas partes do mundo, em uma iniciativa inédita no Brasil No último dia 18/11, no prestigioso Reserva Cultural, em São Paulo, a UGAB realizou a mostra Armênios no Cinema, no qual seis curtas-metragens – incluindo dois documentários – foram exibidos. A mostra começou com discursos do presidente da UGAB, Rafael Balukian, dando as boas-vindas aos presentes. Em seguida, foi a vez de Hayk Arsenyan, coordenador do AGBU Arts, que veio diretamente de Nova York prestigiar a edição brasileira. O Presidente da UGAB Brasil, Rafael Balukian, discursa na abertura de Armênios no Cinema E o primeiro filme a ser exibido foi o brasileiro e inédito “Dehatsí – eu era outro lugar”, dirigido por Tatiana Boudakian, curta em que acompanhamos Anush, uma jovem armênia que viaja ao Brasil sem passagem de volta. Uma vez acolhida pela comunidade armênia em São Paulo, seu principal desafio é o de se adaptar a uma grande e cosmopolita cidade, tão longe de suas raízes. Sobre a estreia do curta-metragem na mostra Armênios no Cinema, a diretora Tatiana Boudakian disse: “Dehatsi nasceu a partir do desejo de falar sobre identidade, sobre linguagem e sobre o sentimento de pertencer e não caber ao mesmo tempo. Contar a história de uma mulher armênia é também dizer que existem várias outras histórias, de armênias e Armênias. E participar de um festival em que são exibidos 6 filmes de diferentes diretores armênios com temáticas, técnicas, repertórios e sotaques variados é justamente reforçar essa pluralidade. Foi uma noite muito emocionante e uma honra poder lançar meu primeiro filme para uma sala cheia no cinema do Reserva Cultural. Que venham outras edições!” Em seguida, outro curta brasileiro foi exibido: “No Thanks”, de Gary Gananian, diretor do longa-documentário “The Peace of All”, que também foi exibido no Reserva Cultural em sessões que contou com apoio da UGAB Brasil. E em seu curta, lançado em 2021, acompanhamos três amigos e, enquanto flutua, uma das amigas revela o que sua alma está pensando, sentindo e desejando. Sobre a exibição de seu curta, Gananian agradeceu: “Foi uma experiência muito gratificante poder exibir meu filme No Thanks ao lado de outras grandes obras de diretores armênios. A troca que tivemos com o público presente no final da sessão foi muito enriquecedora e valiosa. Foi também um enorme prazer poder presenciar a estreia do filme Dehatsí da minha amiga e parceira de produções Tatiana Boudakian. Agradeço muito ao Presidente Rafael Balukian, ao Diretor Hayk Arsenyan, à UGAB Brasil e à AGBU Global pela realização de eventos como o Armenians in Film ao redor do mundo divulgando e fortalecendo nossa cultura – algo essencial para a perpetuação da nossa amada Armênia.” Os diretores brasileiros Tatiana Boudakian e Gary Gananian conversam com o público ao final da mostra Armênios no Cinema Depois, foi a vez de “Antouni”, curta dirigido em 2017 por Alik Tamar Barsoumian, onde acompanhamos Lori, uma menina síria-armênia que vive na Armênia e que acredita que seu pai a está levando em uma viagem de verão. Porém, quando ela descobre que sua família está realmente deixando a Armênia depois de já ter fugido na guerra na Síria, ela tenta de tudo para ficar em um lugar que tem um grande significado para ela. Contando também com dois curtas-documentários, o primeiro da categoria a ser exibido foi “Levon: A Wondrous Life”, lançado em 2013 e dirigido pela armênia-búlgara Anahid Yahjian e da armênia-americana Emily Mkrtichian. Nessa obra, conhecemos Levon, um patinador de 60 anos que vive de forma exuberante na paisagem pós-soviética de Yerevan. Ele está ciente das lutas que seu povo enfrenta e entende por que eles estão emigrando em massa. Mas isso não muda sua crença duradoura e o contentamento com a simples magia de estar vivo. E o segundo curta-documentário foi “Storgetnya”, lançado em 2020 e dirigido pelo franco-armênio Hovig Hagopian, em que, nas cavernas mal iluminadas de uma mina de sal na Armênia que fica a 230 metros de profundidade, acompanhamos uma médica de jaleco e capacete de segurança que ordena que seus pacientes pulem e balancem os braços. Neste mundo magicamente bizarro, o ar rico em minerais deve curar seus problemas respiratórios. E para fechar essa incrível noite cultural, o sexto e último curta-metragem a ser exibido foi o inglês “Taniel”, de Garo Berberian, filme que aborda os últimos meses da vida do poeta Taniel Varoujan, que foi assassinado no Genocídio Armênio em 1915, misturando uma narração – feita pelo célebre ator inglês Sean Bean – em forma de poesia e imagens em estilo filme noir. Sobre a exibição, o diretor Berberian comentou: “É realmente incrível como nosso curta-metragem Taniel despertou tanto interesse e amor de tantas pessoas. Estamos muito gratos pela exibição desta noite no Brasil e gostaríamos de poder estar lá”. Em uma exibição completamente lotada e que contou com as presença do Bispo Nareg Berberian, dos atores Pedro Nercessian e Eduardo Semerdjian e do escritor Santiago Nazarian, mais do que uma noite cultural, essa foi também uma oportunidade ideal de ajudar o próximo, já que todo o valor arrecado com a venda de ingressos e pôsteres será destinado na íntegra pela UGAB Brasil ao programa AGBU Camp Nairi, localizado na província de Kotayk, na Armênia, que visa apoiar mais de 200 crianças, filhos de soldados caídos e feridos na Guerra de Artsakh de 2020, a recuperarem suas infâncias por meio de um local acolhedor e uma programação especial – o valor destinado totalizará R$ 6.440. Sala cheia no dia 18/11 para prestigiar a mostra Armênios no Cinema Sobre a mostra Armênios no Cinema, o presidente da UGAB Brasil Rafael Balukian disse: “Foi uma grande honra para a UGAB Brasil promover a 1ª edição de Curtas Metragens de diretores armênios em São Paulo. O evento trouxe o trabalho de profissionais de diferentes países e reafirma a missão da UGAB na promoção da cultura armênia”. E nos vemos novamente em 2023, na próxima edição de Armênios no Cinema com
Armênia, Armênios e o Oscar

Em 2023, o Oscar, a premiação mais famosa e importante do cinema, completará 95 anos de história. E apesar de nenhum filme armênio ter concorrido aos prêmios principais nos anos anteriores, isso pode mudar com “Aurora’s Sunrise” O Oscar, o prêmio mais conhecido do cinema, surge em 1927 para celebrar o melhor do cinema. E foi apenas em 1956 que foi criada a categoria de Melhor Filme Internacional (que até recentemente era conhecido como a de “Melhor Filme Estrangeiro”), que surge justamente para prestigiar as produções de outros países. E já em 1991, no ano em que conquistou sua independência, a Armênia tentou submeter um filme ao Oscar, que foi desqualificado devido às regras da categoria. E foi apenas em 2001 que o país conseguiu submeter com sucesso um filme ao Oscar: “Sinfonia do Silêncio”, de Vigen Chaldranyan. Porém, o filme não chegou a ficar entre os cinco finalistas. E desde então, a Armênia submeteu outros nove filmes, sem contar “Aurora’s Sunrise”: “Vodka Limão”, em 2003; “Outono do Mágico”, em 2009; “Se Todos”, em 2012; “Terremoto”, em 2016 (o filme foi desqualificado porque, apesar de ser armênio, a maior parte dos diálogos era em russo); “Yeva”, em 2017; “O Terremoto de Spitak”, em 2018; “Uma Noite Longa”, em 2019; “Canções de Salomão”, em 2020; e “Se o Vento Cair”, em 2021. E a grande aposta do país para 2023 é “Aurora’s Sunrise”, um documentário dirigido por Inna Sahakyan e que utiliza testemunhos, imagens de arquivo e animação para contar em detalhes a incrível vida e história de Aurora Mardiganian, uma estrela do cinema mudo, autora e sobrevivente do Genocídio Armênio. O Oscar 2023 acontecerá no dia 12 de março no Dolby Theatre, em Los Angeles, mas o caminho de “Aurora’s Sunrise” começa antes: depois de submetido, ele deve fazer parte da lista de 15 finalistas na categoria Melhor Filme Internacional, que será anunciada no dia 21 de dezembro de 2022; depois, a lista final será divulgada no dia 24 de janeiro de 2023. E apesar de nenhum filme da Armênia ter concorrido ao Oscar, armênios de diversas partes do mundo já concorreram ou venceram o Oscar. Armênios e o Oscar A relação entre armênios e Oscar começa ainda com Rouben Mamoulian, considerado um dos grandes diretores da Era de Ouro de Hollywood. E apesar de ele mesmo nunca ter vencido um Oscar, em 1931 ele dirigiu o filme “O Médico e o Monstro”, que é considerada a melhor adaptação cinematográfica do conto de Robert Louis Stevenson e que deu o Oscar de Melhor Ator para Fredric March, sendo esse um dos primeiros atores a ganharem essa honraria. E o primeiro armênio a ganhar o Oscar é um dos mais importantes escritores e dramaturgos da história: William Saroyan. Filho de armênios e nascido em Fresno, na Califórnia, ele ganhou em 1944 o prêmio na categoria Melhor Roteiro Original por seu primeiro trabalho no cinema, com o filme “A Comédia Humana”, que, dirigido por Clarence Brown, conta a história do órfão de pai Homer Macauley, que passa a assumir as responsabilidades da família quando seu irmão mais velho vai lutar pelos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Já na década de 50, outro armênio concorre ao Oscar na mesma categoria de Melhor Roteiro Original: o franco-armênio Henri Verneuil, considerado um dos grandes nomes do cinema francês na história. Nascido Ashot Malakian em 1920, Verneuil concorreu ao prêmio em 1955 com a comédia “O Carneiro de Cinco Patas”, que conta a história do Dr. Bolène, que tenta encontrar seus afilhados, que são quíntuplos, e que saíram da cidade francesa de Trézignan depois de uma discussão acalorada com o pai. Henri Verneuil nunca esqueceu suas origens armênias e em 1991 dirigiu um filme semi-biográfico, sendo considerado um dos clássicos filmes da França e, também, da Armênia e de toda sua diáspora: “Mayrig”, que se passa na década de 1920 e que conta a história de uma família armênia que foge para a França em busca de asilo, após o fim do opressivo Império Otomano. Ainda nos anos 60, outro franco-armênio venceu um Oscar, tendo vencido também na década de 70 e de 80: o compositor Michel Legrand. Nascido em 1932 em Paris, Legrand era filho de pai francês e mãe armênia. Um compositor prolífico, escreveu mais de 200 trilhas sonoras para cinema e televisão. E seu primeiro Oscar veio em 1969 pela música “The Windmills of Your Mind”, que faz parte da trilha do filme “Crown, o Magnífico”, de Norman Jewison. Anos depois, em 1972, ele vence novamente o Oscar, dessa vez na categoria de Melhor Trilha Sonora pelo filme “Houve uma Vez um Verão”, de Robert Mulligan. E em 1984, ele vence o Oscar pela terceira vez, também na categoria Melhor Trilha Sonora, pelo filme “Yentl”, que é dirigido e estrelado por Barbra Streisand. Também em 1984, outra armênia concorreu ao Oscar, dessa vez na categoria Melhor Atriz Coadjuvante, com o filme “Silkwood, Retrato de uma Coragem”, de Mike Nichols; e quatro anos depois, ela finalmente venceu o Oscar, e dessa vez em grande estilo, levando para casa o prêmio na categoria de Melhor Atriz: Cher, que venceu pelo filme “Feitiço da Lua”. Dirigido por Norman Jewison, o filme conta a história de Loretta Castorini, uma contadora viúva do Brooklyn e que fica em situação delicada quando se apaixona pelo irmão do homem com quem ela concordou em se casar e que, além disso, era o melhor amigo de seu falecido marido. Cher, que é apelidada de “Deusa do Pop”, nasceu Cherilyn Sarkisian no dia 20 de maio de 1946. Considerada uma das primeiras e mais significativas representantes da autonomia feminina em uma indústria dominada por homens, ela começou sua carreira na música 1963 e desde então é uma das artistas mais bem-sucedidas da história, tendo vendido mais de 100 milhões de álbuns em carreira solo e outros 40 milhões como parte da dupla Sonny & Cher. Além disso, já venceu um Grammy, um Oscar, um Emmy, outros 43 prêmios de atuação
Sessões de pré-estreia do filme “The Peace of All”

Com sessões lotadas, o público pôde conferir o novo longa-documentário de Gary Gananian, que fala sobre um tema pouco conhecido do público brasileiro: a história de Artsakh Na última semana, foram realizadas, nos dias 20 e 21 de maio, no prestigioso cinema Reserva Cultural em São Paulo, as sessões de pré-estreia do longa-documentário “The Peace of All”, do armênio-brasileiro Gary Gananian (também diretor de Rapsódia Armênia, lançado em 2012). No documentário, filmado ao longo de anos, acompanhamos a história de Artsakh e dos armênios que lá habitam há milhares de anos – e que lutam para continuar em sua terra ancestral, apesar das agressões constantes do Azerbaijão –, além de compreendermos diversos fatos históricos que impactaram e moldaram a região, como o Genocídio Armênio, o fim do Império Otomano, a queda da União Soviética, e até mesmo a recente Guerra dos 44 Dias, que aconteceu em 2020. Inédito e único no Brasil em relação ao seu tema, as sessões de pré-estreia de “The Peace of All” contaram com apoio da UGAB Brasil, que segue um de seus pilares, que é apoiar a cultura armênia. Para além da imensa alegria de realizar eventos presenciais depois de dois anos, para a entidade, apoiar o filme e as sessões foi um verdadeiro motivo de orgulho, já que os ingressos estavam esgotados e o público pôde ver e compreender, em primeira mão, a realidade de Artsakh. Além disso, realizar as sessões significaram apoiar os armênios em Artsakh, já que todas as vendas de ingressos e de pôsteres, que totalizaram R$ 6.580, foram destinadas na totalidade ao programa AGBU Artsakh Relief Fund, que visa apoiar famílias armênias de Artsakh impactadas pela Guerra de Artsakh de 2022. Esse programa é coordenado pela AGBU Yerevan e já contou com dois apoios de nossa filial em 2020; para saber mais sobre o programa, clique aqui. Sobre as sessões, o diretor Gary Gananian disse: “Foi uma felicidade enorme poder finalmente exibir o filme numa sala de cinema e compartir essa obra com a colônia armênia de São Paulo. Agradeço à UGAB Brasil e toda a equipe que tornaram isso possível. E Haig Apovian, Diretor-Presidente da UGAB Brasil, complementou: “Foi uma honra à UGAB apoiar a realização do filme “The Peace of All”, que trata de um tema tão relevante e ao mesmo tempo pouco conhecido do grande público. Através de projetos como este, a UGAB reforça seu compromisso com o apoio à cultura e divulgação da identidade armênia. Nosso próximo passo é apoiar na distribuição internacional do filme”. Agradecemos a todos que compareceram e ajudaram no sucesso das sessões de pré-estreia de “The Peace of All”. E para aqueles que não puderam comparecer e que gostariam de saber mais sobre o longa-documentário, assista abaixo ao trailer legendado do filme: Quer ver todas as fotos das sessões? Então confira em nossa página no Facebook, clicando aqui. Viva a cultura armênia! Viva Artsakh!
Festival Armênios no Cinema

Anualmente, a UGAB Global, por meio do AGBU Performing Arts, realiza o festival Armênios no Cinema, que seleciona e exibe os melhores curtas-metragens dirigidos por armênios de todo o mundo. Realizado no tradicional e prestigiado Lincoln Center, em Nova York, o Festival Armênios no Cinema se torna, cada vez mais, uma oportunidade única para que cineastas armênios exibam seus filmes em outros importantes festivais – filmes exibidos em edições passadas do Festival foram selecionados para festivais ainda mais famosos, como o Festival Internacional de Cinema de Toronto, o Sunset Film Festival, o Pomegranate Film Festival, entre outros. E na edição de 2021, que foi realizada no dia 2 de dezembro, seis curtas-metragens foram selecionados e exibidos, vindos de quatro países diferentes, incluindo o Brasil! E os filmes selecionados em 2021 foram: “No Thanks”, dirigido por Gary Gananian (Brasil) “Look Up”, dirigido por Chanel Tossounian (Canadá) An Armenian Triptych: Retracing Our Steps”, dirigido Alan Semerdjian, Kevork Mourad e Aram Bajakian (EUA) “Phantom Valley”, dirigido por Nina Kotyantz (EUA) “Older Posts”, dirigido por Bryan Firks (EUA) “What We Still Can Do”, dirigido por Nora Ananyan (Hungria) Em comum, além de dirigido por armênios, todos os curtas eram inéditos e tinham menos de 20 minutos de duração. E a última edição do Festival destacou uma promissora nova geração de cineastas, que abordaram em seus filmes diferentes aspectos temáticos, que incluem o abuso das mídias sociais, uma paisagem misteriosa onde uma pintura ganha vida, até temas mais tradicionalmente armênios, como o Medz Yeghern, o Genocídio Armênio. Todos esses diferentes filmes entre si foram selecionados pelo comitê de seleção, que tem entre seus membros o diretor de artes cênicas da UGAB, Hayk Arsenyan, que comentou: “É uma sensação tão gratificante sediar um evento presencial novamente e, especialmente, retornar à Film Society do Lincoln Center. Os filmes abrangem todo um espectro de estilos, temas e linguagens. A ideia é mostrar o talento armênio dentro do escopo mais amplo das artes globais.” Além da exibição dos filmes, alguns dos cineastas estiveram presentes e responderam às perguntas do público sobre suas obras. Os Filmes Em “No Thanks”, escrito e dirigido pelo brasileiro Gary Gananian, acompanhamos uma narrativa contemporânea sublime que apresenta três amigos em uma jornada íntima de reclusão. Lindamente filmado, o curta é o terceiro trabalho de Gananian, após o documentário “Rapsódia Armênia” (2012) e o curta-metragem “O Criador” (2020). Para assistir ao “No Thanks” na íntegra, clique aqui. O cineasta Gary Gananian, inclusive, foi aos Estados Unidos para participar do evento; abaixo, ele respondendo às perguntas do público. Em “Look Up”, um curta-documentário dirigido pela canadense Chanel Tossounian, vemos, por meio da vida de duas jovens, como o excesso das mídias sociais podem levar ao sofrimento psicológico, abordando um tema muito importante e atual. Em “An Armenian Triptych: Retracing Our Steps”, dirigido pelos americanos Alan Semerdjian, que é escritor, Kevork Mourad, que é músico e Aram Bajakian, que é pintor, acompanhamos os diretores, que são netos de sobreviventes do Genocídio Armênio, respondendo aos seus legados e às questões da identidade armênia. Os três artistas apresentam composições individuais em suas respectivas áreas, que se reúnem neste curta de animação destacando o poder da colaboração artística como ferramenta de criação de significado em resposta ao trauma intergeracional e à recusa de um povo a ser apagado da história. Em “Phantom Valley”, dirigido pela americana Nina Kotyantz, acompanhamos a história de um jovem andarilho que encontra residência temporária e emprego com uma velha curandeira. No decorrer de sua estadia, o mundo dos seus sonhos e a realidade do campo se mistura, levando-o às fronteiras entre os vivos e os mortos. Em “Older Posts”, dirigido pelo americano Bryan Firks, o tema das mídias sociais também é abordado, mas em forma de ficção. No filme, uma influencer das mídias sociais já mais velha deseja ser jovem novamente, mas quando seu desejo é atendido, suas postagens se transformam em monstruosidades horríveis. Em “What We Still Can Do”, dirigido pela húngara Nora Ananyan, somos levados a um centro de cuidados paliativos onde uma filha cuida de sua mãe idosa. Nesta fase de seu relacionamento, ambas percebem a importância de dar liberdade uma à outra. Este ato abre um espaço infinito de amor e apreciação, pequenas coisas que elas ainda podem fazer juntas. O Festival Armênios no Cinema retornará em 2022, ainda sem data definida.