{"id":1341,"date":"2023-11-15T09:43:32","date_gmt":"2023-11-15T12:43:32","guid":{"rendered":"https:\/\/ugab.org.br\/site\/?p=1341"},"modified":"2024-02-01T10:54:35","modified_gmt":"2024-02-01T13:54:35","slug":"antigos-deuses-armenios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ugab.org.br\/site\/2023\/11\/15\/antigos-deuses-armenios\/","title":{"rendered":"Antigos Deuses Arm\u00eanios"},"content":{"rendered":"<p>Como sabemos, a Arm\u00eania foi o primeiro pa\u00eds no mundo a adotar o Cristianismo, em 301, sob ordem do Rei Tir\u00eddates III. Mas, antes disso, o povo arm\u00eanio adorou, por s\u00e9culos, deuses da mitologia arm\u00eania.<\/p>\n<p>A mitologia da antiga Arm\u00eania \u00e9 uma rica mistura de tradi\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas com ideias importadas de culturas vizinhas. Essas lendas e hist\u00f3rias ajudaram a explicar fen\u00f4menos naturais, forneceram uma explica\u00e7\u00e3o das origens do povo arm\u00eanio e comemoraram eventos hist\u00f3ricos importantes, como guerras e invas\u00f5es.<\/p>\n<p>E essas cren\u00e7as, religi\u00f5es, culturas e mitologias pr\u00e9-crist\u00e3s foram formados em diferentes est\u00e1gios da forma\u00e7\u00e3o do povo arm\u00eanio, com o desenvolvimento da religi\u00e3o na Arm\u00eania podendo ser dividido em tr\u00eas est\u00e1gios: as cren\u00e7as caracter\u00edsticas das tribos primitivas, as cren\u00e7as das primeiras forma\u00e7\u00f5es de um estado e as caracter\u00edsticas das forma\u00e7\u00f5es de um estado j\u00e1 desenvolvido.<\/p>\n<p>As pessoas primitivas divinizaram os fen\u00f4menos e objetos naturais, bem como as conex\u00f5es entre as pessoas e a natureza. A espiritualiza\u00e7\u00e3o das montanhas, da \u00e1gua, dos corpos celestes, a apropria\u00e7\u00e3o das qualidades humanas aos animais, pertencem a este per\u00edodo. Assim, por exemplo, Ararat e Aragats, as montanhas arm\u00eanias, eram irm\u00e3s; o sol era representado como um p\u00e1ssaro com um anel no bico \u2013 ou, muitas vezes, era representado como um menino ou uma menina \u2013; a Via L\u00e1ctea era uma trilha de leite ou um feno roubado, entre v\u00e1rios outros exemplos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1342 \" src=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Ararat-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"661\" height=\"441\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Monte Ararat e Aragats, montanhas consideradas irm\u00e3s pelos arm\u00eanios antigos<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Deuses<\/strong><\/p>\n<p>Por\u00e9m, com s\u00e9culos de hist\u00f3ria e diferentes est\u00e1gios de desenvolvimento da religi\u00e3o, a religi\u00e3o pag\u00e3 arm\u00eania ficou famosa por nove deuses principais, al\u00e9m de outras divindades. Os cultos dos deuses arm\u00eanios concentravam-se principalmente em tr\u00eas regi\u00f5es da Arm\u00eania:<\/p>\n<ul>\n<li>Bartsr Hayk (Alta Arm\u00eania), onde havia templos dedicados a Aramazd, Anahit, Nane, Mihr, Barsham;<\/li>\n<li>Taron, onde ficavam os templos de Vahagn, Anahit e Astghik;<\/li>\n<li>Vale Ararat, onde ficavam os templos de Tir e Anahit.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Al\u00e9m destes centros principais, havia tamb\u00e9m pequenos centros por toda a Arm\u00eania.<\/p>\n<p>E essas divindades s\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Arazmad<\/strong><\/p>\n<p>Mestre de todos os deuses arm\u00eanios, o pai de todos os deuses e deusas, o criador do c\u00e9u e da terra. Ele era chamado de \u201cGrande e corajoso Aramazd\u201d. Aramazd era a fonte da fertilidade da Terra, tornando-a fecunda e abundante. A celebra\u00e7\u00e3o em sua homenagem chamava-se Am\u2019nor, ou Ano Novo, que era celebrada em 21 de mar\u00e7o no antigo calend\u00e1rio arm\u00eanio (tamb\u00e9m o equin\u00f3cio da primavera).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1343 \" src=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Aramazd.jpg\" alt=\"\" width=\"580\" height=\"421\" srcset=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Aramazd.jpg 800w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Aramazd-300x218.jpg 300w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Aramazd-768x558.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 580px) 100vw, 580px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Est\u00e1tua representando Aramazd (\u00e0 frente), o principal deus da mitologia arm\u00eania<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Anahit<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Anahit era a deusa arm\u00eania mais amada e honrada. Ela era a deusa-m\u00e3e e filha ou esposa de Aramazd. Anahit foi esculpida com a crian\u00e7a nas m\u00e3os com penteado espec\u00edfico de m\u00e3es ou mulheres arm\u00eanias e foi chamada de \u201cGrande Dama Anahit\u201d. Os antigos arm\u00eanios acreditavam que o mundo arm\u00eanio existia por vontade dela, existe e eternamente existir\u00e1. Ela era o culto da maternidade e da fertilidade. Antes de miss\u00f5es importantes, os reis arm\u00eanios pediam a ela prote\u00e7\u00e3o e sa\u00fade.<\/p>\n<p>Apenas a deusa Anahit tinha templos em todas as regi\u00f5es da Arm\u00eania, o que confirma o seu importante papel e poder de culto. E segundo o historiador grego Plutarco, o templo de Eriza (atual Erzican, na Turquia) era o mais rico e nobre de toda Arm\u00eania; o templo foi saqueado e a est\u00e1tua de Anahit foi destru\u00edda por soldados romanos durante a invas\u00e3o de Marco Ant\u00f4nio \u00e0 Arm\u00eania.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1344 \" src=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Foto-1.jpg\" alt=\"\" width=\"592\" height=\"353\" srcset=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Foto-1.jpg 960w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Foto-1-300x179.jpg 300w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Foto-1-768x458.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 592px) 100vw, 592px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Cabe\u00e7a da est\u00e1tua da deusa Anahit, que foi destru\u00edda pelos romanos; hoje, a cabe\u00e7a est\u00e1 no Museu Brit\u00e2nico<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Vahagn<\/strong><\/p>\n<p>Vahagn \u00e9 o deus do fogo, trov\u00e3o e rel\u00e2mpago. Ele era retratado como um jovem com cabelos e barba de fogo e olhos que brilham como o sol. Vahagn nasceu durante uma luta tempestuosa do universo a partir de um junco escarlate. Imediatamente ap\u00f3s o nascimento, ele lutou e derrotou drag\u00f5es (vishaps) e salvou o universo do perigo de destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Constitu\u00eda, com Aramazd e Anahit, a santa e divina trindade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1345 \" src=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Vahagn-1024x576.jpg\" alt=\"\" width=\"693\" height=\"390\" srcset=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Vahagn-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Vahagn-300x169.jpg 300w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Vahagn-768x432.jpg 768w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Vahagn.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 693px) 100vw, 693px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Est\u00e1tua localizada em Yerevan representando Vahagn, o matador de drag\u00f5es<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Astghik<\/strong><\/p>\n<p>A deusa do amor, da beleza e da \u00e1gua. Ela era a esposa ou amante de Vahagn. O templo de Astghik, localizado em Astishat, era chamado de \u201ca sala de Vahagn\u201d; foi l\u00e1 que ela o conheceu.<\/p>\n<p>Suas est\u00e1tuas eram esculpidas sem roupa, como uma bela jovem nadando. A celebra\u00e7\u00e3o em sua homenagem ocorria em meados de junho e foi chamada de Vardavar, uma celebra\u00e7\u00e3o tradicional na Arm\u00eania que acontece at\u00e9 os dias de hoje, onde as pessoas jogam \u00e1gua umas nas outras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1346 \" src=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Astghik-e1706793545598.jpg\" alt=\"\" width=\"515\" height=\"504\" srcset=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Astghik-e1706793545598.jpg 613w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Astghik-e1706793545598-300x294.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 515px) 100vw, 515px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Selo comemorativo arm\u00eanio homenageando a deusa Astghik<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Nane<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Nane \u00e9 filha de Aramazd, cujo culto est\u00e1 intimamente ligado ao culto de Anahit \u2013 os seus templos eram localizados pr\u00f3ximos. At\u00e9 os dias de hoje as pessoas na Arm\u00eania chamam suas av\u00f3s de Nane, o que indica sua liga\u00e7\u00e3o com a deusa m\u00e3e Anahit e sua grande honra entre as pessoas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1347 \" src=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Nane-e1706794097882.jpg\" alt=\"\" width=\"631\" height=\"293\" srcset=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Nane-e1706794097882.jpg 734w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Nane-e1706794097882-300x139.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 631px) 100vw, 631px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Ilustra\u00e7\u00e3o da deusa Nane feita pelo artista Starkall<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Mihr<\/strong><\/p>\n<p>Mihr \u00e9 o deus da luz e do sol do c\u00e9u, filho de Aramazd. O \u00fanico templo pag\u00e3o na Arm\u00eania que sobreviveu at\u00e9 nossos dias \u00e9 o Templo de Garni, que \u00e9 dedicado a Mihr. Os feitos e o nome de Mihr, com algumas altera\u00e7\u00f5es, s\u00e3o preservados no \u00e9pico &#8220;David de Sassoun&#8221;, representado pelos Grandes e Pequenos Mhers.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1349 \" src=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Garni.jpg\" alt=\"\" width=\"558\" height=\"419\" srcset=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Garni.jpg 1000w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Garni-300x225.jpg 300w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Garni-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 558px) 100vw, 558px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Templo de Garni, criado em homenagem ao deus Mihr, \u00e9 o \u00fanico templo pag\u00e3o que ainda existe na Arm\u00eania<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Tir<\/strong><\/p>\n<p>O deus da sabedoria, da ci\u00eancia e dos estudos. Tamb\u00e9m foi int\u00e9rprete de sonhos e secret\u00e1rio de Aramazd. Um dos templos de Tir estava localizado perto de Artashat e era chamado de \u201cAramazds grchi divan\u201d ou \u201cMehyan para estudar ci\u00eancias\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1348 \" src=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mihr-1024x576.jpg\" alt=\"\" width=\"555\" height=\"312\" srcset=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mihr-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mihr-300x169.jpg 300w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mihr-768x432.jpg 768w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Mihr.jpg 1400w\" sizes=\"(max-width: 555px) 100vw, 555px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Cabe\u00e7a de est\u00e1tua milenar representando o deus Tir<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Barsham<\/strong><\/p>\n<p>O culto a este deus veio da Ass\u00edria para a Arm\u00eania. N\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es sobre suas fun\u00e7\u00f5es na mitologia arm\u00eania, mas sabe-se que foi exatamente dele que Vahagn roubou o feno e o espalhou pelo c\u00e9u, formando, assim, a Via L\u00e1ctea.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Spandaramet ou Sandaramet<\/strong><\/p>\n<p>O deus do subterr\u00e2neo. Ele era o deus do reino dos mortos ou inferno.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Tsovinar<\/strong><\/p>\n<p>A deusa da \u00e1gua, do mar e da chuva. Ela era uma criatura de fogo, que for\u00e7ou a chuva e o granizo a cair dos c\u00e9us com sua f\u00faria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1350 \" src=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Tsovinar-e1706795271416-1024x648.jpg\" alt=\"\" width=\"666\" height=\"421\" srcset=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Tsovinar-e1706795271416-1024x648.jpg 1024w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Tsovinar-e1706795271416-300x190.jpg 300w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Tsovinar-e1706795271416-768x486.jpg 768w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Tsovinar-e1706795271416.jpg 1063w\" sizes=\"(max-width: 666px) 100vw, 666px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Est\u00e1tua na Arm\u00eania em homenagem \u00e0 deusa Tsovinar<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Amanor e Vanatur<\/strong><\/p>\n<p>Amanor era o deus do ano novo dos arm\u00eanios e senhor da nova colheita. A celebra\u00e7\u00e3o em sua homenagem ocorria no final de junho e foi chamada de Navasard (ano novo). Seu culto principal estava localizado na cidade de Bagavan. Se Amanor era o deus do ano novo e da nova produ\u00e7\u00e3o, Vanatur era o deus da hospitalidade e dos anfitri\u00f5es abundantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Demeter e Gisane<\/strong><\/p>\n<p>Eles s\u00e3o divindades g\u00eameas, ancestrais divinizados pelas tradi\u00e7\u00f5es medievais. Pr\u00edncipes dos indianos que se rebelaram contra o seu rei e encontraram abrigo na Arm\u00eania. O rei arm\u00eanio Vagharshak concedeu-lhes o principado de Taron, onde, ap\u00f3s a morte, s\u00e3o deificados e retratados como de pele escura e cabelos compridos, como os hindus. A homenagem a essas divindades est\u00e1 associada \u00e0 \u00e1gua.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Aralezs<\/strong><\/p>\n<p>Deuses mais antigos do pante\u00e3o arm\u00eanio, os Aralezs eram deuses na forma de c\u00e3es, cujos poderes inclu\u00edam a capacidade de ressuscitar os mortos lambendo suas feridas para realizar uma limpeza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1351 \" src=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Aralezs.jpg\" alt=\"\" width=\"515\" height=\"395\" srcset=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Aralezs.jpg 600w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Aralezs-300x230.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 515px) 100vw, 515px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Ilustra\u00e7\u00e3o de um Aralez<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E uma coisa \u00e9 certa: a Arm\u00eania tem uma das hist\u00f3rias mais ricas e \u00fanicas da humanidade!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como sabemos, a Arm\u00eania foi o primeiro pa\u00eds no mundo a adotar o Cristianismo, em 301, sob ordem do Rei Tir\u00eddates III. Mas, antes disso, o povo arm\u00eanio adorou, por s\u00e9culos, deuses da mitologia arm\u00eania. A mitologia da antiga Arm\u00eania \u00e9 uma rica mistura de tradi\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas com ideias importadas de culturas vizinhas. Essas lendas e hist\u00f3rias ajudaram a explicar fen\u00f4menos naturais, forneceram uma explica\u00e7\u00e3o das origens do povo arm\u00eanio e comemoraram eventos hist\u00f3ricos importantes, como guerras e invas\u00f5es. E essas cren\u00e7as, religi\u00f5es, culturas e mitologias pr\u00e9-crist\u00e3s foram formados em diferentes est\u00e1gios da forma\u00e7\u00e3o do povo arm\u00eanio, com o desenvolvimento da religi\u00e3o na Arm\u00eania podendo ser dividido em tr\u00eas est\u00e1gios: as cren\u00e7as caracter\u00edsticas das tribos primitivas, as cren\u00e7as das primeiras forma\u00e7\u00f5es de um estado e as caracter\u00edsticas das forma\u00e7\u00f5es de um estado j\u00e1 desenvolvido. As pessoas primitivas divinizaram os fen\u00f4menos e objetos naturais, bem como as conex\u00f5es entre as pessoas e a natureza. A espiritualiza\u00e7\u00e3o das montanhas, da \u00e1gua, dos corpos celestes, a apropria\u00e7\u00e3o das qualidades humanas aos animais, pertencem a este per\u00edodo. Assim, por exemplo, Ararat e Aragats, as montanhas arm\u00eanias, eram irm\u00e3s; o sol era representado como um p\u00e1ssaro com um anel no bico \u2013 ou, muitas vezes, era representado como um menino ou uma menina \u2013; a Via L\u00e1ctea era uma trilha de leite ou um feno roubado, entre v\u00e1rios outros exemplos. &nbsp; Monte Ararat e Aragats, montanhas consideradas irm\u00e3s pelos arm\u00eanios antigos Deuses Por\u00e9m, com s\u00e9culos de hist\u00f3ria e diferentes est\u00e1gios de desenvolvimento da religi\u00e3o, a religi\u00e3o pag\u00e3 arm\u00eania ficou famosa por nove deuses principais, al\u00e9m de outras divindades. Os cultos dos deuses arm\u00eanios concentravam-se principalmente em tr\u00eas regi\u00f5es da Arm\u00eania: Bartsr Hayk (Alta Arm\u00eania), onde havia templos dedicados a Aramazd, Anahit, Nane, Mihr, Barsham; Taron, onde ficavam os templos de Vahagn, Anahit e Astghik; Vale Ararat, onde ficavam os templos de Tir e Anahit. Al\u00e9m destes centros principais, havia tamb\u00e9m pequenos centros por toda a Arm\u00eania. E essas divindades s\u00e3o: Arazmad Mestre de todos os deuses arm\u00eanios, o pai de todos os deuses e deusas, o criador do c\u00e9u e da terra. Ele era chamado de \u201cGrande e corajoso Aramazd\u201d. Aramazd era a fonte da fertilidade da Terra, tornando-a fecunda e abundante. A celebra\u00e7\u00e3o em sua homenagem chamava-se Am\u2019nor, ou Ano Novo, que era celebrada em 21 de mar\u00e7o no antigo calend\u00e1rio arm\u00eanio (tamb\u00e9m o equin\u00f3cio da primavera). Est\u00e1tua representando Aramazd (\u00e0 frente), o principal deus da mitologia arm\u00eania Anahit \u00a0Anahit era a deusa arm\u00eania mais amada e honrada. Ela era a deusa-m\u00e3e e filha ou esposa de Aramazd. Anahit foi esculpida com a crian\u00e7a nas m\u00e3os com penteado espec\u00edfico de m\u00e3es ou mulheres arm\u00eanias e foi chamada de \u201cGrande Dama Anahit\u201d. Os antigos arm\u00eanios acreditavam que o mundo arm\u00eanio existia por vontade dela, existe e eternamente existir\u00e1. Ela era o culto da maternidade e da fertilidade. Antes de miss\u00f5es importantes, os reis arm\u00eanios pediam a ela prote\u00e7\u00e3o e sa\u00fade. Apenas a deusa Anahit tinha templos em todas as regi\u00f5es da Arm\u00eania, o que confirma o seu importante papel e poder de culto. E segundo o historiador grego Plutarco, o templo de Eriza (atual Erzican, na Turquia) era o mais rico e nobre de toda Arm\u00eania; o templo foi saqueado e a est\u00e1tua de Anahit foi destru\u00edda por soldados romanos durante a invas\u00e3o de Marco Ant\u00f4nio \u00e0 Arm\u00eania. Cabe\u00e7a da est\u00e1tua da deusa Anahit, que foi destru\u00edda pelos romanos; hoje, a cabe\u00e7a est\u00e1 no Museu Brit\u00e2nico Vahagn Vahagn \u00e9 o deus do fogo, trov\u00e3o e rel\u00e2mpago. Ele era retratado como um jovem com cabelos e barba de fogo e olhos que brilham como o sol. Vahagn nasceu durante uma luta tempestuosa do universo a partir de um junco escarlate. Imediatamente ap\u00f3s o nascimento, ele lutou e derrotou drag\u00f5es (vishaps) e salvou o universo do perigo de destrui\u00e7\u00e3o. Constitu\u00eda, com Aramazd e Anahit, a santa e divina trindade. &nbsp; Est\u00e1tua localizada em Yerevan representando Vahagn, o matador de drag\u00f5es Astghik A deusa do amor, da beleza e da \u00e1gua. Ela era a esposa ou amante de Vahagn. O templo de Astghik, localizado em Astishat, era chamado de \u201ca sala de Vahagn\u201d; foi l\u00e1 que ela o conheceu. Suas est\u00e1tuas eram esculpidas sem roupa, como uma bela jovem nadando. A celebra\u00e7\u00e3o em sua homenagem ocorria em meados de junho e foi chamada de Vardavar, uma celebra\u00e7\u00e3o tradicional na Arm\u00eania que acontece at\u00e9 os dias de hoje, onde as pessoas jogam \u00e1gua umas nas outras. &nbsp; Selo comemorativo arm\u00eanio homenageando a deusa Astghik Nane \u00a0Nane \u00e9 filha de Aramazd, cujo culto est\u00e1 intimamente ligado ao culto de Anahit \u2013 os seus templos eram localizados pr\u00f3ximos. At\u00e9 os dias de hoje as pessoas na Arm\u00eania chamam suas av\u00f3s de Nane, o que indica sua liga\u00e7\u00e3o com a deusa m\u00e3e Anahit e sua grande honra entre as pessoas. Ilustra\u00e7\u00e3o da deusa Nane feita pelo artista Starkall Mihr Mihr \u00e9 o deus da luz e do sol do c\u00e9u, filho de Aramazd. O \u00fanico templo pag\u00e3o na Arm\u00eania que sobreviveu at\u00e9 nossos dias \u00e9 o Templo de Garni, que \u00e9 dedicado a Mihr. Os feitos e o nome de Mihr, com algumas altera\u00e7\u00f5es, s\u00e3o preservados no \u00e9pico &#8220;David de Sassoun&#8221;, representado pelos Grandes e Pequenos Mhers. &nbsp; Templo de Garni, criado em homenagem ao deus Mihr, \u00e9 o \u00fanico templo pag\u00e3o que ainda existe na Arm\u00eania Tir O deus da sabedoria, da ci\u00eancia e dos estudos. Tamb\u00e9m foi int\u00e9rprete de sonhos e secret\u00e1rio de Aramazd. Um dos templos de Tir estava localizado perto de Artashat e era chamado de \u201cAramazds grchi divan\u201d ou \u201cMehyan para estudar ci\u00eancias\u201d. Cabe\u00e7a de est\u00e1tua milenar representando o deus Tir Barsham O culto a este deus veio da Ass\u00edria para a Arm\u00eania. N\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es sobre suas fun\u00e7\u00f5es na mitologia arm\u00eania, mas sabe-se que foi exatamente dele que Vahagn roubou o feno e o espalhou pelo c\u00e9u, formando, assim, a Via L\u00e1ctea. Spandaramet ou Sandaramet O deus do subterr\u00e2neo. Ele era o deus do reino dos mortos ou inferno. Tsovinar A deusa da \u00e1gua, do<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1343,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-1341","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-diaspora"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1341","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1341"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1341\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1352,"href":"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1341\/revisions\/1352"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1343"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1341"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1341"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1341"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}