{"id":1469,"date":"2025-02-01T18:33:00","date_gmt":"2025-02-01T21:33:00","guid":{"rendered":"https:\/\/ugab.org.br\/site\/?p=1469"},"modified":"2025-02-02T19:08:46","modified_gmt":"2025-02-02T22:08:46","slug":"a-armenia-e-seus-vulcoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ugab.org.br\/site\/2025\/02\/01\/a-armenia-e-seus-vulcoes\/","title":{"rendered":"A Arm\u00eania e seus vulc\u00f5es"},"content":{"rendered":"<div class=\"dad65929\">\n<p style=\"text-align: left;\">A Arm\u00eania, apesar de atualmente ser um pa\u00eds relativamente pequeno, tem uma geografia impressionante e, dentre os destaques, est\u00e3o diversos vulc\u00f5es. E o mais impressionante: em muitos desses vulc\u00f5es voc\u00ea pode fazer trilhas e visit\u00e1-los para ver as impressionantes vistas.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, nem todos os vulc\u00f5es se encontram na Arm\u00eania atual, mas todos fazem parte do planalto arm\u00eanio.<\/p>\n<div class=\"f9bf7997 d7dc56a8 c05b5566\">\n<div class=\"ds-markdown ds-markdown--block\">\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Planalto Arm\u00eanio<\/strong><\/h3>\n<p>O Planalto Arm\u00eanio, muitas vezes chamado de &#8220;Teto do Mundo&#8221;, \u00e9 uma maravilha geol\u00f3gica que h\u00e1 s\u00e9culos fascina cientistas, pesquisadores e aventureiros. Essa regi\u00e3o \u00fanica se destaca como uma ilha montanhosa, distinta dos planaltos vizinhos da Anat\u00f3lia e do Ir\u00e3. Sua estrutura complexa e sua hist\u00f3ria geol\u00f3gica din\u00e2mica fazem dela um ponto de interesse para o estudo de atividades vulc\u00e2nicas, movimentos tect\u00f4nicos e a forma\u00e7\u00e3o de cadeias de montanhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1470 size-large\" src=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Monte-Aragats-1024x654.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"511\" srcset=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Monte-Aragats-1024x654.jpg 1024w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Monte-Aragats-300x192.jpg 300w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Monte-Aragats-768x491.jpg 768w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Monte-Aragats.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/>Imagem do Monte Aragats, o pico mais alto em territ\u00f3rio arm\u00eanio<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>A Forma\u00e7\u00e3o do Planalto Arm\u00eanio<\/strong><\/h3>\n<p>O Planalto Arm\u00eanio foi moldado por intensos processos geol\u00f3gicos que come\u00e7aram h\u00e1 milh\u00f5es de anos. Esses processos fazem parte do chamado\u00a0<em>orogenia alpina,<\/em> que deu origem a muitas das cadeias montanhosas da Europa e da \u00c1sia. Conforme o n\u00edvel do mar diminu\u00eda gradualmente, a geossinclinal (uma grande depress\u00e3o na crosta terrestre) come\u00e7ou a se elevar, transformando-se em uma regi\u00e3o montanhosa. Esse levantamento foi acompanhado por erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas dram\u00e1ticas, que contribu\u00edram para a forma\u00e7\u00e3o de uma topografia \u00fanica da \u00e1rea.<\/p>\n<p>As for\u00e7as geol\u00f3gicas que moldaram o Planalto Arm\u00eanio ainda est\u00e3o ativas hoje, como evidenciado pela presen\u00e7a de vulc\u00f5es ativos como\u00a0Tondrak\u00a0e\u00a0Nemrut (Sarakn). Esses vulc\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o apenas maravilhas naturais, mas tamb\u00e9m janelas para o interior da Terra, oferecendo um grande conhecimento sobre a atividade tect\u00f4nica cont\u00ednua na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Apesar de a Arm\u00eania ter muitos vulc\u00f5es, nem todos s\u00e3o ativos. Para um vulc\u00e3o ser classificado como &#8220;ativo&#8221;, ele deve ter entrado em erup\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos 10 mil anos, liberado gases ou mostra sinais de atividade vulc\u00e2nica peri\u00f3dica. O Planalto Arm\u00eanio abriga v\u00e1rios desses vulc\u00f5es, cada um com sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria e caracter\u00edsticas fascinantes.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Vayotssar: mito ou verdade esquecida?<\/strong><\/h3>\n<p>Um dos picos mais intrigantes do Planalto Arm\u00eanio \u00e9 o\u00a0<strong>Vayotssar<\/strong>, uma montanha de 2.581 metros de altura localizada na prov\u00edncia de Vayots Dzor, a noroeste do vilarejo Herher. Essa montanha de formato c\u00f4nico, com uma cratera de aproximadamente 125 metros de profundidade, h\u00e1 muito \u00e9 associada a atividades vulc\u00e2nicas. Registros hist\u00f3ricos sugerem que sua \u00faltima erup\u00e7\u00e3o ocorreu em 735 d.C., acompanhada por um terremoto catastr\u00f3fico.<\/p>\n<p>A erup\u00e7\u00e3o foi t\u00e3o devastadora que deixou uma marca duradoura na hist\u00f3ria e no folclore da regi\u00e3o. Segundo relatos, a erup\u00e7\u00e3o mergulhou a \u00e1rea em escurid\u00e3o por quarenta dias, com terremotos sacudindo a terra como ondas em uma tempestade. A destrui\u00e7\u00e3o foi imensa: montanhas desmoronaram, fontes de \u00e1gua foram soterradas e casas se transformaram em t\u00famulos para seus habitantes. Os gritos de desespero dos sobreviventes deram origem ao nome &#8220;Vayots Dzor&#8221;, que significa &#8220;Vale das Lamenta\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<p>No entanto, estudos geol\u00f3gicos modernos contestam essa narrativa. Pesquisadores n\u00e3o encontraram evid\u00eancias de erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas na Arm\u00eania nos \u00faltimos mil\u00eanios, levando alguns a descartar a hist\u00f3ria de Vayotssar como um mito. Apesar disso, a montanha permanece como um s\u00edmbolo do passado geol\u00f3gico turbulento da regi\u00e3o e um lembrete do poder da natureza.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1471 size-full\" src=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Vulcao-Vayotssar.jpg\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"584\" srcset=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Vulcao-Vayotssar.jpg 768w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Vulcao-Vayotssar-300x228.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/>Vulc\u00e3o Vayotssar<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Nemrut: um vulc\u00e3o jovem e ativo<\/strong><\/h3>\n<p>Com 2.935 metros de altura (3.050 metros de acordo com fontes mais antigas),\u00a0<strong>Nemrut<\/strong>\u00a0\u00e9 um dos vulc\u00f5es ativos mais proeminentes do Planalto Arm\u00eanio. Seu cume abriga uma enorme caldeira \u2014 uma depress\u00e3o em forma de caldeir\u00e3o formada pelo colapso de uma c\u00e2mara magm\u00e1tica. As paredes internas da caldeira s\u00e3o \u00edngremes, com profundidades de 600 a 800 metros, e sua cratera tem um di\u00e2metro impressionante de 8 quil\u00f4metros.<\/p>\n<p>Nemrut \u00e9 um vulc\u00e3o vivo, com gases quentes, vapor e \u00e1guas ricas em minerais escapando continuamente de suas encostas e cratera. No lado oeste da cratera, a uma altitude de 2.500 metros, est\u00e1 um belo lago de cratera com uma \u00e1rea de 9 quil\u00f4metros quadrados. Esse lago \u00e9 um testemunho do passado vulc\u00e2nico de Nemrut, j\u00e1 que fluxos de lava bas\u00e1ltica do vulc\u00e3o bloquearam o fluxo de \u00e1gua, levando \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do Lago Van.<\/p>\n<p>A \u00faltima erup\u00e7\u00e3o registrada de Nemrut ocorreu em 1441, conforme documentado pelo cientista brit\u00e2nico F. Oswald durante sua participa\u00e7\u00e3o na expedi\u00e7\u00e3o cient\u00edfica arm\u00eania de H. F. Lynch em 1898. O trabalho de Oswald, incluindo seu mapa geol\u00f3gico do Planalto Arm\u00eanio publicado em 1907, continua sendo uma refer\u00eancia valiosa para entender a atividade vulc\u00e2nica da regi\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-1472 aligncenter\" src=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Nemrut.jpg\" alt=\"\" width=\"860\" height=\"573\" srcset=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Nemrut.jpg 960w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Nemrut-300x200.jpg 300w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Nemrut-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 860px) 100vw, 860px\" \/>O impressionante vulc\u00e3o Nemrut<\/p>\n<div class=\"ds-markdown ds-markdown--block\">\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Tondrak: uma fornalha em pleno planalto<\/strong><\/h3>\n<p>Com 3.533 metros de altitude,\u00a0<strong>Tondrak<\/strong> \u00e9 outro vulc\u00e3o ativo do Planalto Arm\u00eanio. Seu nome, derivado da palavra arm\u00eania &#8220;tonir&#8221; (um forno de barro), reflete sua natureza ardente. A cratera do vulc\u00e3o, com 350 metros de profundidade, \u00e9 fonte de numerosas nascentes termais e emiss\u00f5es de gases, que s\u00e3o evid\u00eancias da atividade geot\u00e9rmica cont\u00ednua do vulc\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora Tondrak n\u00e3o tenha mais g\u00eaiseres, como observado pelo ge\u00f3grafo \u00c9lis\u00e9e Reclus no s\u00e9culo XIX, ele continua a liberar gases quentes e \u00e1guas ricas em minerais. Registros hist\u00f3ricos indicam que Tondrak foi altamente ativo na d\u00e9cada de 1550, com sua \u00faltima erup\u00e7\u00e3o ocorrendo em 1855. As encostas sul do vulc\u00e3o s\u00e3o cortadas pelo rio Berkri e seus afluentes, enquanto o cume exibe vest\u00edgios de antigas glacia\u00e7\u00f5es, aumentando sua import\u00e2ncia geol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1473 \" src=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Tondrak-espaco.jpg\" alt=\"\" width=\"749\" height=\"514\" srcset=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Tondrak-espaco.jpg 1024w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Tondrak-espaco-300x206.jpg 300w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Tondrak-espaco-768x527.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 749px) 100vw, 749px\" \/>Vulc\u00e3o Tondrak visto do espa\u00e7o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>O legado dos vulc\u00f5es<\/strong><\/h3>\n<p>Os vulc\u00f5es ativos do Planalto Arm\u00eanio s\u00e3o mais do que simples caracter\u00edsticas geol\u00f3gicas \u2014 eles s\u00e3o lembretes vivos da natureza din\u00e2mica da Terra. Dos picos imponentes de Nemrut e Tondrak ao enigm\u00e1tico Vayotssar, esses vulc\u00f5es contam uma hist\u00f3ria de cria\u00e7\u00e3o, destrui\u00e7\u00e3o e renova\u00e7\u00e3o. Eles moldaram a paisagem, influenciaram a hist\u00f3ria da regi\u00e3o e continuam a inspirar admira\u00e7\u00e3o e curiosidade.<\/p>\n<p>Para aventureiros e cientistas, o Planalto Arm\u00eanio oferece uma oportunidade \u00fanica de explorar as for\u00e7as que moldaram nosso planeta. Seja escalando as encostas acidentadas de Nemrut, maravilhando-se com Tondrak ou desvendando os mist\u00e9rios de Vayotssar, os visitantes dessa regi\u00e3o certamente ficar\u00e3o cativados por suas maravilhas vulc\u00e2nicas.<\/p>\n<p>Uma coisa \u00e9 certa: o Planalto Arm\u00eanio \u00e9 uma terra de contrastes, onde mitos antigos e ci\u00eancia moderna se encontram. Seus vulc\u00f5es ativos, com suas paisagens dram\u00e1ticas e hist\u00f3rias ricas, s\u00e3o um testemunho da import\u00e2ncia geol\u00f3gica da regi\u00e3o. \u00c0 medida que as pesquisas continuam, esses vulc\u00f5es certamente revelar\u00e3o ainda mais sobre o funcionamento interno da Terra, garantindo que o Planalto Arm\u00eanio permane\u00e7a um ponto focal para a explora\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e a admira\u00e7\u00e3o da natureza.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Arm\u00eania, apesar de atualmente ser um pa\u00eds relativamente pequeno, tem uma geografia impressionante e, dentre os destaques, est\u00e3o diversos vulc\u00f5es. E o mais impressionante: em muitos desses vulc\u00f5es voc\u00ea pode fazer trilhas e visit\u00e1-los para ver as impressionantes vistas. Por\u00e9m, nem todos os vulc\u00f5es se encontram na Arm\u00eania atual, mas todos fazem parte do planalto arm\u00eanio. Planalto Arm\u00eanio O Planalto Arm\u00eanio, muitas vezes chamado de &#8220;Teto do Mundo&#8221;, \u00e9 uma maravilha geol\u00f3gica que h\u00e1 s\u00e9culos fascina cientistas, pesquisadores e aventureiros. Essa regi\u00e3o \u00fanica se destaca como uma ilha montanhosa, distinta dos planaltos vizinhos da Anat\u00f3lia e do Ir\u00e3. Sua estrutura complexa e sua hist\u00f3ria geol\u00f3gica din\u00e2mica fazem dela um ponto de interesse para o estudo de atividades vulc\u00e2nicas, movimentos tect\u00f4nicos e a forma\u00e7\u00e3o de cadeias de montanhas. Imagem do Monte Aragats, o pico mais alto em territ\u00f3rio arm\u00eanio A Forma\u00e7\u00e3o do Planalto Arm\u00eanio O Planalto Arm\u00eanio foi moldado por intensos processos geol\u00f3gicos que come\u00e7aram h\u00e1 milh\u00f5es de anos. Esses processos fazem parte do chamado\u00a0orogenia alpina, que deu origem a muitas das cadeias montanhosas da Europa e da \u00c1sia. Conforme o n\u00edvel do mar diminu\u00eda gradualmente, a geossinclinal (uma grande depress\u00e3o na crosta terrestre) come\u00e7ou a se elevar, transformando-se em uma regi\u00e3o montanhosa. Esse levantamento foi acompanhado por erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas dram\u00e1ticas, que contribu\u00edram para a forma\u00e7\u00e3o de uma topografia \u00fanica da \u00e1rea. As for\u00e7as geol\u00f3gicas que moldaram o Planalto Arm\u00eanio ainda est\u00e3o ativas hoje, como evidenciado pela presen\u00e7a de vulc\u00f5es ativos como\u00a0Tondrak\u00a0e\u00a0Nemrut (Sarakn). Esses vulc\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o apenas maravilhas naturais, mas tamb\u00e9m janelas para o interior da Terra, oferecendo um grande conhecimento sobre a atividade tect\u00f4nica cont\u00ednua na regi\u00e3o. Apesar de a Arm\u00eania ter muitos vulc\u00f5es, nem todos s\u00e3o ativos. Para um vulc\u00e3o ser classificado como &#8220;ativo&#8221;, ele deve ter entrado em erup\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos 10 mil anos, liberado gases ou mostra sinais de atividade vulc\u00e2nica peri\u00f3dica. O Planalto Arm\u00eanio abriga v\u00e1rios desses vulc\u00f5es, cada um com sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria e caracter\u00edsticas fascinantes. Vayotssar: mito ou verdade esquecida? Um dos picos mais intrigantes do Planalto Arm\u00eanio \u00e9 o\u00a0Vayotssar, uma montanha de 2.581 metros de altura localizada na prov\u00edncia de Vayots Dzor, a noroeste do vilarejo Herher. Essa montanha de formato c\u00f4nico, com uma cratera de aproximadamente 125 metros de profundidade, h\u00e1 muito \u00e9 associada a atividades vulc\u00e2nicas. Registros hist\u00f3ricos sugerem que sua \u00faltima erup\u00e7\u00e3o ocorreu em 735 d.C., acompanhada por um terremoto catastr\u00f3fico. A erup\u00e7\u00e3o foi t\u00e3o devastadora que deixou uma marca duradoura na hist\u00f3ria e no folclore da regi\u00e3o. Segundo relatos, a erup\u00e7\u00e3o mergulhou a \u00e1rea em escurid\u00e3o por quarenta dias, com terremotos sacudindo a terra como ondas em uma tempestade. A destrui\u00e7\u00e3o foi imensa: montanhas desmoronaram, fontes de \u00e1gua foram soterradas e casas se transformaram em t\u00famulos para seus habitantes. Os gritos de desespero dos sobreviventes deram origem ao nome &#8220;Vayots Dzor&#8221;, que significa &#8220;Vale das Lamenta\u00e7\u00f5es&#8221;. No entanto, estudos geol\u00f3gicos modernos contestam essa narrativa. Pesquisadores n\u00e3o encontraram evid\u00eancias de erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas na Arm\u00eania nos \u00faltimos mil\u00eanios, levando alguns a descartar a hist\u00f3ria de Vayotssar como um mito. Apesar disso, a montanha permanece como um s\u00edmbolo do passado geol\u00f3gico turbulento da regi\u00e3o e um lembrete do poder da natureza. Vulc\u00e3o Vayotssar Nemrut: um vulc\u00e3o jovem e ativo Com 2.935 metros de altura (3.050 metros de acordo com fontes mais antigas),\u00a0Nemrut\u00a0\u00e9 um dos vulc\u00f5es ativos mais proeminentes do Planalto Arm\u00eanio. Seu cume abriga uma enorme caldeira \u2014 uma depress\u00e3o em forma de caldeir\u00e3o formada pelo colapso de uma c\u00e2mara magm\u00e1tica. As paredes internas da caldeira s\u00e3o \u00edngremes, com profundidades de 600 a 800 metros, e sua cratera tem um di\u00e2metro impressionante de 8 quil\u00f4metros. Nemrut \u00e9 um vulc\u00e3o vivo, com gases quentes, vapor e \u00e1guas ricas em minerais escapando continuamente de suas encostas e cratera. No lado oeste da cratera, a uma altitude de 2.500 metros, est\u00e1 um belo lago de cratera com uma \u00e1rea de 9 quil\u00f4metros quadrados. Esse lago \u00e9 um testemunho do passado vulc\u00e2nico de Nemrut, j\u00e1 que fluxos de lava bas\u00e1ltica do vulc\u00e3o bloquearam o fluxo de \u00e1gua, levando \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do Lago Van. A \u00faltima erup\u00e7\u00e3o registrada de Nemrut ocorreu em 1441, conforme documentado pelo cientista brit\u00e2nico F. Oswald durante sua participa\u00e7\u00e3o na expedi\u00e7\u00e3o cient\u00edfica arm\u00eania de H. F. Lynch em 1898. O trabalho de Oswald, incluindo seu mapa geol\u00f3gico do Planalto Arm\u00eanio publicado em 1907, continua sendo uma refer\u00eancia valiosa para entender a atividade vulc\u00e2nica da regi\u00e3o. O impressionante vulc\u00e3o Nemrut Tondrak: uma fornalha em pleno planalto Com 3.533 metros de altitude,\u00a0Tondrak \u00e9 outro vulc\u00e3o ativo do Planalto Arm\u00eanio. Seu nome, derivado da palavra arm\u00eania &#8220;tonir&#8221; (um forno de barro), reflete sua natureza ardente. A cratera do vulc\u00e3o, com 350 metros de profundidade, \u00e9 fonte de numerosas nascentes termais e emiss\u00f5es de gases, que s\u00e3o evid\u00eancias da atividade geot\u00e9rmica cont\u00ednua do vulc\u00e3o. Embora Tondrak n\u00e3o tenha mais g\u00eaiseres, como observado pelo ge\u00f3grafo \u00c9lis\u00e9e Reclus no s\u00e9culo XIX, ele continua a liberar gases quentes e \u00e1guas ricas em minerais. Registros hist\u00f3ricos indicam que Tondrak foi altamente ativo na d\u00e9cada de 1550, com sua \u00faltima erup\u00e7\u00e3o ocorrendo em 1855. As encostas sul do vulc\u00e3o s\u00e3o cortadas pelo rio Berkri e seus afluentes, enquanto o cume exibe vest\u00edgios de antigas glacia\u00e7\u00f5es, aumentando sua import\u00e2ncia geol\u00f3gica. Vulc\u00e3o Tondrak visto do espa\u00e7o &nbsp; O legado dos vulc\u00f5es Os vulc\u00f5es ativos do Planalto Arm\u00eanio s\u00e3o mais do que simples caracter\u00edsticas geol\u00f3gicas \u2014 eles s\u00e3o lembretes vivos da natureza din\u00e2mica da Terra. Dos picos imponentes de Nemrut e Tondrak ao enigm\u00e1tico Vayotssar, esses vulc\u00f5es contam uma hist\u00f3ria de cria\u00e7\u00e3o, destrui\u00e7\u00e3o e renova\u00e7\u00e3o. Eles moldaram a paisagem, influenciaram a hist\u00f3ria da regi\u00e3o e continuam a inspirar admira\u00e7\u00e3o e curiosidade. Para aventureiros e cientistas, o Planalto Arm\u00eanio oferece uma oportunidade \u00fanica de explorar as for\u00e7as que moldaram nosso planeta. Seja escalando as encostas acidentadas de Nemrut, maravilhando-se com Tondrak ou desvendando os mist\u00e9rios de Vayotssar, os visitantes dessa regi\u00e3o certamente ficar\u00e3o cativados por suas maravilhas vulc\u00e2nicas. Uma coisa \u00e9 certa: o Planalto Arm\u00eanio \u00e9 uma terra de contrastes, onde mitos antigos e ci\u00eancia moderna se encontram. 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