{"id":1475,"date":"2025-02-03T00:26:56","date_gmt":"2025-02-03T03:26:56","guid":{"rendered":"https:\/\/ugab.org.br\/site\/?p=1475"},"modified":"2025-02-03T00:26:56","modified_gmt":"2025-02-03T03:26:56","slug":"a-armenia-nos-mapas-mais-antigos-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ugab.org.br\/site\/2025\/02\/03\/a-armenia-nos-mapas-mais-antigos-do-mundo\/","title":{"rendered":"A Arm\u00eania nos mapas mais antigos do mundo"},"content":{"rendered":"<div class=\"dad65929\">\n<p style=\"text-align: left;\">O povo arm\u00eanio \u00e9 um dos mais antigos do mundo e, com mais de 4 mil anos de hist\u00f3ria, aparece em diversos mapas, incluindo o mapa mais antigo do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">A Arm\u00eania, desde os tempos mais remotos, aparece em mapas e textos antigos, seja como um reino independente, seja como uma regi\u00e3o dividida entre imp\u00e9rios poderosos. Mas uma coisa \u00e9 certa: o nome <em>Hayastan<\/em> (Arm\u00eania, em arm\u00eanio) nunca desapareceu. Esse nome est\u00e1 presente e ecoa desde os mapas babil\u00f4nicos, dos gregos e dos romanos, at\u00e9 mapas mais modernos. Todos esses s\u00e3o, sem d\u00favidas, um testemunho de uma na\u00e7\u00e3o que resistiu ao tempo e todas as amea\u00e7as que at\u00e9 hoje acontecem.<\/p>\n<\/div>\n<p>Conhe\u00e7a abaixo alguns desses mapas que mostram a riqueza da impressionante hist\u00f3ria arm\u00eania.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>A T\u00e1bua de Argila Babil\u00f4nica: o mapa mais antigo do mundo (s<\/strong><strong>\u00e9culo VI a.C.)<\/strong><\/h3>\n<p>Imagine um peda\u00e7o de argila, criado h\u00e1 mais de 2.500 anos, contendo o que muitos consideram o mapa mais antigo do mundo. Essa rel\u00edquia, descoberta no s\u00e9culo XIX no Iraque, hoje est\u00e1 guardada no Museu Brit\u00e2nico, em Londres.\u00a0Ela nos transporta para o s\u00e9culo VI a.C., quando os babil\u00f4nios tentavam representar o mundo como eles o conheciam.<\/p>\n<p>Nesse mapa, a Arm\u00eania aparece sob o nome de\u00a0<strong>Urartu<\/strong>, uma refer\u00eancia ao antigo reino de Ararat &#8211; o Reino de Urartu, ou Ararat, existiu entre os S\u00e9culos IX a.C. e VI a.C. e seu povo deu origem aos arm\u00eanios.<\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar que, dos pa\u00edses mencionados na t\u00e1bua, a Arm\u00eania \u00e9 o \u00fanico que existe at\u00e9 hoje; todos os outros desapareceram, engolidos pelo tempo e pelas mudan\u00e7as geopol\u00edticas.<\/p>\n<p>O cart\u00f3grafo Rouben Galichian explica que o mapa retrata o mundo como um c\u00edrculo cercado por \u00e1guas \u201camargas\u201d, com sete ilhas misteriosas. No centro est\u00e1 a Babil\u00f4nia e ao seu lado, a Arm\u00eania e a Ass\u00edria. O rio Eufrates, que nasce nas montanhas da Arm\u00eania, serpenteia pelo mapa, passando por Babil\u00f4nia e chegando at\u00e9 o Golfo P\u00e9rsico. No verso da t\u00e1bua, h\u00e1 descri\u00e7\u00f5es de criaturas fant\u00e1sticas que habitariam essas ilhas distantes. \u00c9 uma vis\u00e3o fascinante, cheia de mist\u00e9rio e simbolismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1476 \" src=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Mapa-Babilonia.jpg\" alt=\"\" width=\"846\" height=\"543\" srcset=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Mapa-Babilonia.jpg 955w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Mapa-Babilonia-300x193.jpg 300w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Mapa-Babilonia-768x493.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 846px) 100vw, 846px\" \/>O mapa mais antigo do mundo, que est\u00e1 exposto no Museu Brit\u00e2nico, em Londres<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Her\u00f3doto e a centralidade da Arm\u00eania (s<\/strong><strong>\u00e9culo V a.C.)<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: left;\">Her\u00f3doto, considerado o \u201cPai da Hist\u00f3ria\u201d, tamb\u00e9m deixou sua marca na cartografia. Um mapa baseado em suas descri\u00e7\u00f5es, editado por Charles Muller e publicado no <em>Atlas de Smith<\/em>, mostra a Arm\u00eania em uma posi\u00e7\u00e3o central entre os pa\u00edses da \u00e9poca. Esse mapa, que tamb\u00e9m pertence ao Museu Brit\u00e2nico,\u00a0reflete a import\u00e2ncia estrat\u00e9gica da Arm\u00eania no mundo antigo. N\u00e3o era apenas um ponto no mapa; era um elo entre o Oriente e o Ocidente, uma terra de passagem e de conex\u00f5es.<\/p>\n<div class=\"dad65929\">\n<div class=\"f9bf7997 d7dc56a8 c05b5566\">\n<div class=\"ds-markdown ds-markdown--block\">\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-1477  aligncenter\" src=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Mapa-Herodoto.jpg\" alt=\"\" width=\"857\" height=\"803\" srcset=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Mapa-Herodoto.jpg 960w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Mapa-Herodoto-300x281.jpg 300w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Mapa-Herodoto-768x719.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 857px) 100vw, 857px\" \/>Mapa com a Arm\u00eania em destaque, ao centro<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Erat\u00f3stenes e a ci\u00eancia da geografia (s<\/strong><strong>\u00e9culos III-II a.C.)<\/strong><\/h3>\n<p>Erat\u00f3stenes, o s\u00e1bio grego que calculou a circunfer\u00eancia da Terra com impressionante precis\u00e3o, tamb\u00e9m contribuiu para a representa\u00e7\u00e3o da Arm\u00eania. Um mapa reconstru\u00eddo por ele foi redesenhado pelo cart\u00f3grafo alem\u00e3o Karl von Spruner em 1855. Hoje, essa obra faz parte da cole\u00e7\u00e3o pessoal de Rouben Galichian e est\u00e1 no <em>Matenadaran<\/em>, o Instituto de Manuscritos Antigos da Arm\u00eania. Nele, a Arm\u00eania aparece como uma regi\u00e3o proeminente, cercada pelos mares Negro e C\u00e1spio.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.armgeo.am\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/03-EratosthenesNew.jpg?ssl=1\" alt=\"Eratosthenes, 3-2 century BC\" width=\"781\" height=\"496\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Mapa do alem\u00e3o Karl von Spruner<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>\u00a0Estrab\u00e3o e a geografia da Arm\u00eania (s\u00e9culo I a.C.)<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: left;\">Estrab\u00e3o, outro gigante da geografia antiga, dedicou parte de sua obra\u00a0<em>Geographica<\/em>\u00a0\u00e0 Arm\u00eania. Baseado nesses escritos, o cart\u00f3grafo brit\u00e2nico John Murray criou um mapa que destaca a localiza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica da Arm\u00eania. Editado por Charles Muller, esse mapa nos mostra como a Arm\u00eania era vista como uma ponte entre culturas e imp\u00e9rios.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1478  aligncenter\" src=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Estrabao.jpg\" alt=\"\" width=\"811\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Estrabao.jpg 960w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Estrabao-300x167.jpg 300w, https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Estrabao-768x426.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 811px) 100vw, 811px\" \/>O mundo de acordo com Estrab\u00e3o<\/p>\n<div class=\"ds-markdown ds-markdown--block\">\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Cl\u00e1udio Ptolomeu: o mestre da cartografia antiga (s\u00e9culo II d.C.)<\/strong><\/h3>\n<p>Cl\u00e1udio Ptolomeu foi um dos maiores ge\u00f3grafos da antiguidade. Sua obra\u00a0<em>Geografia<\/em>, composta por oito volumes, inclui descri\u00e7\u00f5es detalhadas da Arm\u00eania. Um de seus mapas, desenhado por Martin Waldseem\u00fcller e publicado por Schott em 1513, mostra o mundo rodeado por ventos e dividido em zonas clim\u00e1ticas. A\u00a0<em>Grande Arm\u00eania\u00a0e a\u00a0Pequena Arm\u00eania<\/em> est\u00e3o claramente marcadas entre os mares Negro e C\u00e1spio. Pertencente ao &#8211; j\u00e1 sabemos quem &#8211; Museu Brit\u00e2nico, esse mapa \u00e9 uma verdadeira joia da cartografia antiga.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.armgeo.am\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/%D6%84%D5%A1%D6%80%D5%BF%D5%A5%D5%A6-1.jpg?ssl=1\" alt=\"Claudius Ptolemy (2nd century)\" width=\"834\" height=\"612\" \/>Mapa de Cl\u00e1udio Ptolomeu<\/p>\n<p>Esse n\u00e3o foi a \u00fanica representa\u00e7\u00e3o da Arm\u00eania por Cl\u00e1udio Ptolomeu. Em outro mapa, podemos ver no centro do atlas, em branco, a Grande Arm\u00eania (Arm\u00eania Maior), que faz fronteira com a Ass\u00edria no Sul, com a Arm\u00eania Menor no oeste e com a C\u00f3lquida (Abkhazia), e ao norte com a Alb\u00e2nia e com a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica (Virk) &#8211; \u00e9 importante destacar que essa Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica \u00e9 diferente da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica que engloba Portugal e Espanha.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.armgeo.am\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/%D6%84%D5%A1%D6%80%D5%BF%D5%A5%D5%A6-2.jpg?ssl=1\" alt=\"Claudius Ptolemy (2nd century)\" width=\"844\" height=\"635\" \/>Outro mapa de Claudio Ptolomeu<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ds-markdown ds-markdown--block\">\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Territ\u00f3rios Conquistados por Alexandre, o Grande (1595)<\/strong><\/h3>\n<p>Um mapa publicado em latim em Amsterd\u00e3, que \u00e9 parte de um atlas de Abraham Ortelius, retrata as conquistas de Alexandre, o Grande, incluindo a <em>Grande Arm\u00eania<\/em>. Esse mapa, guardado Biblioteca Brit\u00e2nica, em Londres, mostra a extens\u00e3o do imp\u00e9rio de Alexandre e a posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica da Arm\u00eania em suas campanhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.armgeo.am\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/25OrteliusAlexandre1595.jpg?ssl=1\" alt=\"Countries occupied by Alexander the Great\" width=\"870\" height=\"693\" \/>Mapa de 1595 representa a Arm\u00eania<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Mapa da Terra Santa ou o \u201cPara\u00edso Terrestre\u201d (1657)<\/strong><\/h3>\n<p>Desenhado por Nicolaes Visscher, este mapa combina geografia real e b\u00edblica. Mais especificamente, o mapa cobre a \u00e1rea entre o Mar Mediterr\u00e2neo e o Golfo P\u00e9rsico, e o proeminente \u00c9den, localizado perto da cidade de Babel (Babil\u00f4nia). O t\u00edtulo lindamente decorado \u00e9 cercado por imagens de cenas do \u00c9den em ambos os lados. O mapa em si \u00e9 incrivelmente criado; nele,voc\u00ea encontrar\u00e1 a Terra de Nod, o Jardim do \u00c9den, a Torre de Babel e outros lugares semi-m\u00edticos. O mapa foi desenhado por Visscher como parte de uma s\u00e9rie de cinco partes de mapas a serem inclu\u00eddos na B\u00edblia de Abraham Van den Brock escrita em 1657. Esta \u00e9 a primeira edi\u00e7\u00e3o desta importante s\u00e9rie de mapas que formou a base de muitos outros mapas b\u00edblicos que apareceram no s\u00e9culo XVIII.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.armgeo.am\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/8.jpg?resize=1200%2C824&amp;ssl=1\" alt=\"Map of the Holy Land or the &quot;Earthly Paradise&quot;\" width=\"792\" height=\"544\" \/>Mapa de Nicolaes Visscher<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Mapa do Para\u00edso Terrestre (1780)<\/strong><\/h3>\n<p>Este mapa, feito pelo ingl\u00eas Emanuel Bowen, \u00e9 baseado em cren\u00e7as religiosas. Ele localiza o Para\u00edso Terrestre (\u00c9den) no territ\u00f3rio da Arm\u00eania, entre os lagos Van e Kaputan. Quatro rios b\u00edblicos \u2014 Araxes (Gihon), Pishon, Eufrates e Tigre \u2014 fluem do \u00c9den. No centro do mapa est\u00e1 o <em>Monte Ararat<\/em>, um s\u00edmbolo eterno da Arm\u00eania.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.armgeo.am\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/44-Paradise.jpg?resize=1200%2C1387&amp;ssl=1\" alt=\"Map of the Terrestrial Paradise\" width=\"761\" height=\"879\" \/>Mapa do ingl\u00eas Emanuel Bowen<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Mapa da Arm\u00eania inspirado pelo trabalho de arm\u00eanios (1751)<\/strong><\/h3>\n<p>Publicado em Veneza no s\u00e9culo XVIII, este mapa \u00e9 considerado por muitos como uma reconstru\u00e7\u00e3o do perdido\u00a0<em>\u201cAshkharhatsuyts\u201d<\/em>\u00a0de Ananias de Shirak, um dos primeiros ge\u00f3grafos arm\u00eanios. Ele reflete a evolu\u00e7\u00e3o do conhecimento cartogr\u00e1fico sobre a Arm\u00eania ao longo dos s\u00e9culos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.armgeo.am\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/5%E2%80%A4-%D4%B1%D5%B7%D5%AD%D5%A1%D6%80%D5%B0%D5%A1%D6%81%D5%B8%D5%B5%D6%81-%D5%80%D5%A1%D5%B5%D5%A1%D5%BD%D5%BF%D5%A1%D5%B6%D5%A5%D5%A1%D5%B5%D6%81-%D5%A8%D5%BD%D5%BF-%D5%B0%D5%AB%D5%B6-%D6%87-%D5%B6%D5%B8%D6%80-%D5%A1%D5%B7%D5%AD%D5%A1%D5%B0%D5%A1%D5%A3%D6%80%D5%A1%D6%81.jpg?ssl=1\" alt=\"Armenia in ancient maps\" width=\"874\" height=\"651\" \/>Mapa em arm\u00eanio feito em Veneza, em 1751<\/p>\n<p>A presen\u00e7a da Arm\u00eania nos mapas antigos n\u00e3o \u00e9 apenas uma curiosidade geogr\u00e1fica ou uma coincid\u00eancia; \u00e9 um testemunho da rica e importante hist\u00f3ria arm\u00eania. Desde as t\u00e1buas de argila babil\u00f4nicas at\u00e9 os mapas renascentistas, a Arm\u00eania sempre esteve l\u00e1. O que esses mapas nos lembram \u00e9 que a hist\u00f3ria da Arm\u00eania \u00e9, em muitos aspectos, a hist\u00f3ria do pr\u00f3prio mundo.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O povo arm\u00eanio \u00e9 um dos mais antigos do mundo e, com mais de 4 mil anos de hist\u00f3ria, aparece em diversos mapas, incluindo o mapa mais antigo do mundo. A Arm\u00eania, desde os tempos mais remotos, aparece em mapas e textos antigos, seja como um reino independente, seja como uma regi\u00e3o dividida entre imp\u00e9rios poderosos. Mas uma coisa \u00e9 certa: o nome Hayastan (Arm\u00eania, em arm\u00eanio) nunca desapareceu. Esse nome est\u00e1 presente e ecoa desde os mapas babil\u00f4nicos, dos gregos e dos romanos, at\u00e9 mapas mais modernos. Todos esses s\u00e3o, sem d\u00favidas, um testemunho de uma na\u00e7\u00e3o que resistiu ao tempo e todas as amea\u00e7as que at\u00e9 hoje acontecem. Conhe\u00e7a abaixo alguns desses mapas que mostram a riqueza da impressionante hist\u00f3ria arm\u00eania. A T\u00e1bua de Argila Babil\u00f4nica: o mapa mais antigo do mundo (s\u00e9culo VI a.C.) Imagine um peda\u00e7o de argila, criado h\u00e1 mais de 2.500 anos, contendo o que muitos consideram o mapa mais antigo do mundo. Essa rel\u00edquia, descoberta no s\u00e9culo XIX no Iraque, hoje est\u00e1 guardada no Museu Brit\u00e2nico, em Londres.\u00a0Ela nos transporta para o s\u00e9culo VI a.C., quando os babil\u00f4nios tentavam representar o mundo como eles o conheciam. Nesse mapa, a Arm\u00eania aparece sob o nome de\u00a0Urartu, uma refer\u00eancia ao antigo reino de Ararat &#8211; o Reino de Urartu, ou Ararat, existiu entre os S\u00e9culos IX a.C. e VI a.C. e seu povo deu origem aos arm\u00eanios. \u00c9 importante destacar que, dos pa\u00edses mencionados na t\u00e1bua, a Arm\u00eania \u00e9 o \u00fanico que existe at\u00e9 hoje; todos os outros desapareceram, engolidos pelo tempo e pelas mudan\u00e7as geopol\u00edticas. O cart\u00f3grafo Rouben Galichian explica que o mapa retrata o mundo como um c\u00edrculo cercado por \u00e1guas \u201camargas\u201d, com sete ilhas misteriosas. No centro est\u00e1 a Babil\u00f4nia e ao seu lado, a Arm\u00eania e a Ass\u00edria. O rio Eufrates, que nasce nas montanhas da Arm\u00eania, serpenteia pelo mapa, passando por Babil\u00f4nia e chegando at\u00e9 o Golfo P\u00e9rsico. No verso da t\u00e1bua, h\u00e1 descri\u00e7\u00f5es de criaturas fant\u00e1sticas que habitariam essas ilhas distantes. \u00c9 uma vis\u00e3o fascinante, cheia de mist\u00e9rio e simbolismo. O mapa mais antigo do mundo, que est\u00e1 exposto no Museu Brit\u00e2nico, em Londres Her\u00f3doto e a centralidade da Arm\u00eania (s\u00e9culo V a.C.) Her\u00f3doto, considerado o \u201cPai da Hist\u00f3ria\u201d, tamb\u00e9m deixou sua marca na cartografia. Um mapa baseado em suas descri\u00e7\u00f5es, editado por Charles Muller e publicado no Atlas de Smith, mostra a Arm\u00eania em uma posi\u00e7\u00e3o central entre os pa\u00edses da \u00e9poca. Esse mapa, que tamb\u00e9m pertence ao Museu Brit\u00e2nico,\u00a0reflete a import\u00e2ncia estrat\u00e9gica da Arm\u00eania no mundo antigo. N\u00e3o era apenas um ponto no mapa; era um elo entre o Oriente e o Ocidente, uma terra de passagem e de conex\u00f5es. Mapa com a Arm\u00eania em destaque, ao centro Erat\u00f3stenes e a ci\u00eancia da geografia (s\u00e9culos III-II a.C.) Erat\u00f3stenes, o s\u00e1bio grego que calculou a circunfer\u00eancia da Terra com impressionante precis\u00e3o, tamb\u00e9m contribuiu para a representa\u00e7\u00e3o da Arm\u00eania. Um mapa reconstru\u00eddo por ele foi redesenhado pelo cart\u00f3grafo alem\u00e3o Karl von Spruner em 1855. Hoje, essa obra faz parte da cole\u00e7\u00e3o pessoal de Rouben Galichian e est\u00e1 no Matenadaran, o Instituto de Manuscritos Antigos da Arm\u00eania. Nele, a Arm\u00eania aparece como uma regi\u00e3o proeminente, cercada pelos mares Negro e C\u00e1spio. Mapa do alem\u00e3o Karl von Spruner \u00a0Estrab\u00e3o e a geografia da Arm\u00eania (s\u00e9culo I a.C.) Estrab\u00e3o, outro gigante da geografia antiga, dedicou parte de sua obra\u00a0Geographica\u00a0\u00e0 Arm\u00eania. Baseado nesses escritos, o cart\u00f3grafo brit\u00e2nico John Murray criou um mapa que destaca a localiza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica da Arm\u00eania. Editado por Charles Muller, esse mapa nos mostra como a Arm\u00eania era vista como uma ponte entre culturas e imp\u00e9rios. O mundo de acordo com Estrab\u00e3o Cl\u00e1udio Ptolomeu: o mestre da cartografia antiga (s\u00e9culo II d.C.) Cl\u00e1udio Ptolomeu foi um dos maiores ge\u00f3grafos da antiguidade. Sua obra\u00a0Geografia, composta por oito volumes, inclui descri\u00e7\u00f5es detalhadas da Arm\u00eania. Um de seus mapas, desenhado por Martin Waldseem\u00fcller e publicado por Schott em 1513, mostra o mundo rodeado por ventos e dividido em zonas clim\u00e1ticas. A\u00a0Grande Arm\u00eania\u00a0e a\u00a0Pequena Arm\u00eania est\u00e3o claramente marcadas entre os mares Negro e C\u00e1spio. Pertencente ao &#8211; j\u00e1 sabemos quem &#8211; Museu Brit\u00e2nico, esse mapa \u00e9 uma verdadeira joia da cartografia antiga. Mapa de Cl\u00e1udio Ptolomeu Esse n\u00e3o foi a \u00fanica representa\u00e7\u00e3o da Arm\u00eania por Cl\u00e1udio Ptolomeu. Em outro mapa, podemos ver no centro do atlas, em branco, a Grande Arm\u00eania (Arm\u00eania Maior), que faz fronteira com a Ass\u00edria no Sul, com a Arm\u00eania Menor no oeste e com a C\u00f3lquida (Abkhazia), e ao norte com a Alb\u00e2nia e com a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica (Virk) &#8211; \u00e9 importante destacar que essa Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica \u00e9 diferente da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica que engloba Portugal e Espanha. Outro mapa de Claudio Ptolomeu Territ\u00f3rios Conquistados por Alexandre, o Grande (1595) Um mapa publicado em latim em Amsterd\u00e3, que \u00e9 parte de um atlas de Abraham Ortelius, retrata as conquistas de Alexandre, o Grande, incluindo a Grande Arm\u00eania. Esse mapa, guardado Biblioteca Brit\u00e2nica, em Londres, mostra a extens\u00e3o do imp\u00e9rio de Alexandre e a posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica da Arm\u00eania em suas campanhas. Mapa de 1595 representa a Arm\u00eania Mapa da Terra Santa ou o \u201cPara\u00edso Terrestre\u201d (1657) Desenhado por Nicolaes Visscher, este mapa combina geografia real e b\u00edblica. Mais especificamente, o mapa cobre a \u00e1rea entre o Mar Mediterr\u00e2neo e o Golfo P\u00e9rsico, e o proeminente \u00c9den, localizado perto da cidade de Babel (Babil\u00f4nia). O t\u00edtulo lindamente decorado \u00e9 cercado por imagens de cenas do \u00c9den em ambos os lados. O mapa em si \u00e9 incrivelmente criado; nele,voc\u00ea encontrar\u00e1 a Terra de Nod, o Jardim do \u00c9den, a Torre de Babel e outros lugares semi-m\u00edticos. O mapa foi desenhado por Visscher como parte de uma s\u00e9rie de cinco partes de mapas a serem inclu\u00eddos na B\u00edblia de Abraham Van den Brock escrita em 1657. Esta \u00e9 a primeira edi\u00e7\u00e3o desta importante s\u00e9rie de mapas que formou a base de muitos outros mapas b\u00edblicos que apareceram no s\u00e9culo XVIII. Mapa de Nicolaes Visscher Mapa do Para\u00edso Terrestre (1780) Este mapa, feito pelo ingl\u00eas Emanuel Bowen, \u00e9 baseado em cren\u00e7as religiosas. Ele localiza<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1476,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-1475","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-armenia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1475","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1475"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1475\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1479,"href":"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1475\/revisions\/1479"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1476"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1475"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1475"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ugab.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1475"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}